Cinema-mulherzinha

9 - junho - 2008 at 11:57 13 comentários

Cláudia Lamego

Chame suas melhores amigas, vista uma roupa estilosa, dispense o namorado (se ele estiver viajando, melhor ainda) e entre na sala de cinema com uma pipoca bem grande e um copo de coca-cola. “Sex and the city” é para ser visto assim. Não é preciso conhecer nem ser fã da série para se identificar, imediatamente, com a história das quatro quarentonas (elas deixaram a idade de Balzac há tempos) em busca de sexo, amor e paixão na glamourosa Nova Iorque.

O filme tem figurinos lindos. Os sapatos da Carrie fazem qualquer balzaquiana com problema nos joelhos esquecer a dor e subir no salto. Suas roupas deixam as gordinhas mortas de inveja! Os vestidos da Charlote inspiram as românticas e as mamães em primeira barriga. As cores extravagantes da Samantha e até as roupinhas menos inspiradas da Miranda também são destaque num filme em que a moda é um dos principais personagens.

Mas, o que chama a atenção mesmo é a força da amizade. Esse é o mote, mais que as paixões, o sexo, os problemas com filhos e maridos. Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, lá estão as quatro a se consolar ou a festejar alguma coisa. Todos os outros temas são o tempero dessa união, que não é abalada por nada neste mundo. Por isso, “Sex and the city” me emocionou (tudo bem, no meu estado, ando chorando à toa). Eu estava com uma grande amiga do lado. Mas todas as outras estavam ali comigo, em pensamento.

Meninas, corram para o cinema.
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DICAS CULTURAIS Exposição Fotográfica Olho Vivo – 5 anos

13 Comentários Add your own

  • 1. Gugu  |  9 - junho - 2008 às 12:34

    Por que excluir os meninos?? Temas como amor e amizade sensibilizam apenas as mulheres? Nós também temos sentimentos!

  • 2. Cláudia Lamego  |  9 - junho - 2008 às 13:06

    Eu sei, Gu. Isso não é guerra dos sexos não. Longe de mim. Mas é mais divertido só meninas! Só a gente sabe o que é ter vontade de ser mãe, o prazer que é colocar um salto e se sentir poderosa por isso, etc, etc, etc. Os meninos podem ver, mas não há sensibilidade que alcance certas coisas. Assim como só vocês conhecem o conforto de poder fazer xixi em pé. Ou não? Ahahaha

  • 3. Gugu  |  9 - junho - 2008 às 14:29

    Isso é verdade… rs

  • 4. Lucas Bandeira  |  9 - junho - 2008 às 17:13

    Bem, não sei se há “filmes para meninos” e “filmes para meninas”, mas, se esse for a metade da chatice do seriado, sinceramente, estou fora. Sempre achei esses seriados americanos muito chatos, com a excessão de Simpsons, mas consigo até rir às vezes com friends. Já com Sex and the city, nem isso.

  • 5. Andressa Camargo  |  9 - junho - 2008 às 18:52

    Clau, sinto discordar de voce, mas o filme é ruim. E, olha, eu fui uma daquelas pessoas a entrar no cinema de peito aberto, pronta para amar o que quer que aparecesse na tela. Sou consumista, adoro comédias romãnticas e tenho amigas do peito com as quais quero dividir tudo na vida. Mas foi impossível! O filme tem soluções bobas para os momentos decisivos das personagens. Tipo: os roteristas dão a Charlotte uma caganeira só pq a personagem de Carrie precisa rir um pouquinho antes de começar a superar sua dor de cotuvelo. As piadas são insosas, repetitivas não dizem nada de importante para a trama. Por exemplo: pq o cachorro da Samantha precisa aparecer 245 vezes trepando com os objetos das cenas? Pq a Samantha precisa olha 20 vezes para o vizinho latino até descobrir que quer voltar a ser solteira? Pq os pentelhos da Miranda precisam ser mostrados na tela grande para o público entender que a libido dela estava em baixa? Pq (oh meu deus! Pq?) a Charlotte tem nojo dos mexicanos? Desculpe, mas são piadas que não fazem o menor sentido. A série não é nada parecida com isso. Pelo menos nas temporadas que consegui acompanhar, há questões como a sexualidade depois dos 40, a decisão de não casar mesmo quando toda a sociedade acha que isso é o mais correto, a culpa pela falta de instinto maternal (me identifiquei totalmente), a busca do relacionamento ideal, a frustação dos relacionamentos mundanos, a falta de tesão pelo homem que se ama, o desejo desenfreado por todos os outros homens. Enfim, essas questões foram substituídas por uma trama boba, com personagens estereotipas: a mulher perfeita, a workaholic, a abadonada e a ninfomaníaca. Muito infeliz.

  • 6. Olívia Bandeira de Melo  |  9 - junho - 2008 às 20:21

    Nunca vi Sex and the city, por isso não posso opinar.
    Agora, Lucas, você não gosta de Lost?!
    Terminei de ver a quarta temporada anteontem. Que tristeza, agora só em 2009!

  • 7. Cláudia Lamego  |  9 - junho - 2008 às 20:35

    Dê, eu não analisei Sex and the city como você. Simplesmente vi e dei boas gargalhadas. Só vi a série umas duas ou três vezes, ligando a TV por acaso em algumas madrugadas.
    Quanto às questões femininas, elas estão todas lá. A vontade de casar, mas a vergonha de falar isso pro candidato; a falta de tesão num casamento feliz, embora com problemas; a tara pelo vizinho, mesmo com um marido lindo na cama; o medo de perder o neném, quando isso sempre foi o desejo de uma vida; o bode quando se é abandonada na porta da igreja; o perdão a traições; as idas e vindas de relacionamentos; o vestido de noiva; o número de convidados de um casamento.
    A caganeira da Charlote é usada em outro momento importante da personagem. Adorei! Os pentelhos não são para o público entender, o público já sabia que ela não transava há seis meses. É só uma piadinha. O nojo dos mexicanos é uma crítica ao preconceito dos americanos. E por aí vai.
    Eu topo ver a série toda com vocês.

  • 8. A digestora metanóica  |  9 - junho - 2008 às 23:35

    Há um mês, dois no máximo, assisti a primeira temporada toda em DVD. Depois disso, vi um episódio aqui, outro ali, na sorte da zapeada. Às vezes acho genial (e isso sempre depende da identificação), outras meio enjoadinha, no geral acho que a série vale à pena. Doida pra ver o filme.

    Existem séries americanas muito boas. Não sou profunda conhecedora, nem tenho TV a cabo na minha casa, mas me soa inapropriada a afirmação de que os caras só fazem lixo. Até porque estamos falando de uma indústria bizarra e, por produzir tanta coisa, a conclusão em relação à qualidade é que, quase matematicamente (o que seria isso?), alguma coisa nessa brincadeira tem que prestar – e prestar ou não é relativo.

    Nunca consegui assistir Lost, Friends, Two and a half men e afins. Mas adorava CSI e atualmente estou mais viciada em House que o House em Vicodin.

  • 9. Gardênia Vargas  |  9 - junho - 2008 às 23:40

    Só digo uma coisa: LOST

  • 10. Lucas Bandeira  |  10 - junho - 2008 às 12:20

    Eu estava falando de sitcons. Acho House idiota, o roteiro é uma merda, todos os episódios são iguais. Assim como CSI. Mas gosto de LOST, tem algo diferente aí.
    Eu não disse que tudo que os americanos fazem é uma merda.

  • 11. Gugu  |  10 - junho - 2008 às 13:23

    Everybody hates Chris é excelente.

  • 12. Cláudia Lamego  |  10 - junho - 2008 às 18:21

    Eu não consigo ver as séries, nunca decoro os horários, não tenho muita paciência de ligar a TV quando estou em casa… Mas ouço todo mundo dizer que House é ótimo! Lost nem se fala. Essa eu não vejo porque tem suspense, né? Tenho medo!!

  • 13. Gardênia Vargas  |  11 - junho - 2008 às 12:07

    Nunca consegui seguir uma série sequer. Dei bos risadas com Friends, e só. Mas Lost, é incrível!!!!!! Tô viciada… Tô com medo de acabar a quarta temporada e ter que esperar muito… ai Deus, faça com que os DVDs brotem ainda em 2008. Risos!!!

    Clau, você devia ver Lost, a imaginação dos roteiristas não tem limites e tudo tem um lugar “real” nos dias de hoje. É um suspense bom e quase inofensivo :o)
    Beijos

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