Geopolítica de Botequim. E se o mundo fosse o Brasil?

1 - abril - 2009 at 12:59 3 comentários

western-minnie

Lucio Mello

Pra inicio de conversa, eu não me levo a sério. Portanto, não devem os leitores levarem tal post a sério.

Mas o fato é que, inspirado pela leitura do perspicaz blog do professor Hariovaldo ( http://hariprado.wordpress.com/), vamos abordar uma visão atualizada do mundo de hoje. Tudo isso apimentado pelo aniversário da “Redentora”, que muitos chamam pejorativamente de “Ditabranda” e outros malucos (mas são exceção estes, revisionistas de esquerda) de “Golpe Militar”. Enfim.

Vamos ao que interessa. Façamos um delicioso exercício de transposição de escala geográfica e análise com a profundeza de uma Piscina Toni.  Espero que sejam os comentários também a “a alegria da garotada”.

Pergunta: E se o mundo fosse o Brasil, como seria?
Arrá! – Boa pergunta, né?
– Uma bagunça – é a resposta. Mas não!!! Não é disso que falamos, garbosos infantes!!.

Nos referimos do ponto de vista dos atores, das nações, dos países? Qual país seria qual região brasileira e qual protagonista da sociedade brasileira?

Bom, os EUA são os coronéis, a elite brasileira, do you undestand, me?. Logo, se fosse uma região, seriam a Barra da Tijuca, o Morumbi.

Como nas novelas da Globo, os EUA continuam o coronel da fazenda do mundo. Nessa novela, a América do Sul pode ser considerada uma importante fazenda produtiva cercada de sem-terras, índios e quilombolas. Estão percebendo?

Mas como na novela, o Coronel Tio Sam é respeitado, odiado e bajulado. E como a vida imita a arte,  ele quase não vai na fazenda.

Ele tem negócios importantes em outras regiões na Zona Sul (Copacabana, ipanema, Leblon, Avenida Paulista). Para  efeitos de análise, chamaremos este lugares  de Europa, ok?  Lá o dono da grana e do poder tem escritórios, reuniões com acionistas minoritários como França, Reino Unido e outros.  “Cororé Tio Sam” tem pensado em ampliar a grupo de acionistas minoritários de 8 para 20 (tão chamando de G20) e conversa com profissionais liberais dos quais precisa as vezes pro serviço sujo (Cayman, Suíços, Luxemburgo).

As vezes o “Coroné Eua” precisam resolver problemas do bairro industrial como São Cristóvão , Madureira, e equivalentes paulistas que não sei . Aí ele vai pra China, Tailândia, Vietnã…  (pois é, Vietnã… show must og on). São daquela visitas pra botar uma nova fábrica, inaugurar novo emprendimento, estas coisas…

No caminho ele fica observando, o mais a distância possível, a África, Índia e Indonésia (leia-se favelas). Não é bom ficar por lá. Muitos problemas sem resoluções fáceis, lógicas próprias, melhor não mexer, mas as vezes  “Os homi dos poderosos” (leia-se PMs) fazem uma intervenção só pra mostra quem manda.

O semi-árido nordestino e seu banditismo Lampião é só trouble.( Leiamos aqui Oriente Médio e Árabes). Mas “business are business“, sabem como é.  Lá tem um rio,  que nem o São Francisco, só que de petróleo. tem que lidar com os coronéizinhos da região, às vezes até ouvir uns despeitos deles e dos seus cartéis. Tem também os revoltados como o bando de lampião (leia-se xiitas). Enfim headaches, mas…. nada que afete os negócios.

Sabem com é vida de Coronel, né?  Muito , muito stress.  É por isso mesmo que “Seu EUA”, na fazenda da América do Sul tem deixado, cada vez mais pro jagunço dele, o Brasil. É uma boa, vale a pena. “Seu Tio Sam”  já falou que quer esta tal de ecologia, e deixar uma mata de pé na fazenda (Amazônia). Ele tá pensando num modelo de negócio pra lá.  Só tirar madeira não vale a apena.

Então a solução encontrada pelo coronel foi boa: deixa o jagunço Brasil administrando a região. Se der problema a chama Seu Eua!

Os capatazes… ops.. perdão, a elite nacional e seus devaneios imperialistas tupiniquim na América do Sul fazem do Brasil um intermediário ótimo pra os EUA.  Its worth, man!

Afinal todas as fábricas aqui são dos donos que moram na Barra da Tijuca ou na Zona Sul, digo, nos EUA e Europa.

Já a África… ora…. forget about it… já temos muitas preocupations…. O problema é a Africa um dia ver ” O Vento Levou” e dizer.. “Nunca mais passarei fome de novo na vida”, como Scarlet O’ Hara. Isso que dá ficar levando os filmes de hollywood pra fora da Barra da Tijuca,ops, dos EUA.

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Entry filed under: Outras coisas, Política.

Wolverine Alegria de pobre dura pouco

3 Comentários Add your own

  • 1. Rogério Tomaz Jr.  |  1 - abril - 2009 às 21:28

    ahahaha
    boa, boa…

  • 2. marcelomagoo  |  2 - abril - 2009 às 14:58

    Bom mesmo, tio Lúcio! Didático!

  • 3. Juliana de Moraes  |  22 - maio - 2009 às 3:48

    Espetacular!

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