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Rali de barcos movidos a energia solar termina amanhã em Paraty

Gisele Maia

Termina neste sábado o Desafio Solar Brasil, um rali de barcos movidos a energia solar que acontece em Paraty. O evento, organizado pelo Polo Náutico da UFRJ, tem o objetivo de estimular o desenvolvimento de tecnologias para fontes limpas e renováveis de energia, articulando centros de pesquisa, bem como divulgar para a sociedade o potencial dessas tecnologias aplicadas em embarcações de serviço, recreio e transporte de passageiros.

12 equipes participam da competição, sendo seis da própria UFRJ e uma da Universidade Federal de Santa Catarina. Escolas Técnicas do Rio de Janeiro também estão no páreo: são elas o Cefet de Cabo Frio, a Escola Técnica Henrique Lage e o Instituto Politécnico da UFRJ em Cabo Frio. Além dessas participam duas equipes de projetos sociais: o Instituto Náutico de Paraty e o Projeto Grael de Niterói.

Se o objetivo da competição era divulgar o uso de energia solar para embarcações fora dos muros da Universidade, os resultados vem demonstrando que aprender a navegar de forma ecologiamente correta não é assunto só para doutores. Na classe dos catamarãs, em três das cinco provas realizadas até agora as equipes do Projeto Grael e do Instituto Náutico dividiram o pódio com o grupo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que vem se confirmando como a favorita da classe com o barco Vento Sul – apesar de ter ficado em terceiro lugar no segundo dia de competição.

Os três barcos que disputam na classe dos monocascos – embarcações mais rápidas, porém mais instáveis – são da UFRJ; dois deles da Coppe (Programa de Pós Graduação em Engenharia) e um do Grêmio Náutico da universidade.

O Desafio Solar Brasil começou no dia 16 de outubro. A competição é inspirada na Frisian Solar Challenge, que acontece na Holanda a cada dois anos. Em 2008, um equipe do Polo Náutico da UFRJ particpou da Frisian com o barco Copacabana, conquistando o quarto lugar da classe A e sétimo geral, entre 48 equipes européias.

Para conhecer os competidores, acessar os resultados, ver fotos e vídeos e acompanhar o Desafio, acesse: http://desafiosolar.wordpress.com

23 - outubro - 2009 at 18:29 Deixe um comentário

Em tempos de Lei Seca

Gisele Maia
Para alegrar o feriado, segue um vídeo alemão bem educativo, que demonstra como os motoristas podem ser afetados, de maneira específica, por 9 tipos de droga: heroína, maconha, LSD, cocaína, álcool, válium, ecstasy, cola e absinto.

12 - outubro - 2009 at 10:04 2 comentários

Brasileiro cria barco-mochila ecologicamente correto

Gisele Maia
O engenheiro aeronáutico Mateus Frois desenvolveu um barco portátil de 15 quilos (21 quilos com a bateria) que, quando desmontado, tem formato de uma mochila. O Packboat, como foi batizado, além de prático é ecologicamente correto: feito com material reciclável, utiliza um motor elétrico alimentado por uma bateria que permite uma navegação de mais de quatro horas.

O Packboat ainda não está disponível no mercado. Vale a pena assistir ao vídeo de demonstração:

Dica do Ronaldo.

5 - junho - 2009 at 2:06 3 comentários

Um conto, um resto de grito

Maisa Eigle
Não é verdade que só fiz ter pressa de viver. Sei bem o quanto me custou tantas vezes parar no espaço e esperar meu tempo, quase sempre descompassado dos alheios. Hoje acho que mais valeria ter corrido sem pensar, esbaforida, porque talvez a exaustão me impedisse de perceber a inexistência de meus pares aonde quer que fosse – e quem sabe adiante encontrasse a companhia dos mais solitários que eu.

Quisera aprender a me dopar de medo e a me proteger de emoções estéreis, mas meu peito, afeito a pulsações irresponsáveis, gritou paixões até o último caco. Agora, essa minha providencial rouquidão: para línguas que não cansam, bendito seja o silêncio das cordas vocais inflamadas.

Quando criança, fugi de casa antes do cinco, mas nem fui longe, só o suficiente para alargar um pouco o pequeno círculo em que me obrigavam a permanecer. Briguei desde o primário, mas meu senso de justiça me fez ter o cuidado de somente esmurrar os mais fortes. Choquei aos 11, fui processada aos 12, liderei aos 13, amei aos 14, quis morrer aos 15. Aprendi a ressuscitar aos 16, fui premiada aos 17, sumi no mundo aos 18, era profissional aos 19, admirada aos 20. Com 21 entendi que as grandes aventuras por vezes são a causa da morte por enfado. E chorei em todos os anos de vida…

De repente senti necessidade de encolher até sumir e usufruir da liberdade de perambular invisível por aí, ostentando aquele velho espinho na carne que, ao provocar uma dor incômoda, me deu uma vaga noção do que é mortalidade – apenas vaga, porque a verdade é que sempre me falhou o instinto básico da autopreservação.

Disfarcei minha força ensaiando olhares cabisbaixos, mas hoje me fazem falta certos atrevimentos desaprendidos de propósito em prol do pertencimento a um mundo de assustados. Custa caro viver de gentilezas… Mas agora que sei também de paz e mansidão, talvez reaprenda a esbofetear, a ensurdecer a todos com esses ruídos que arranham minha carne já mil vezes estraçalhada – por esperanças vãs, desejos tortos, filosofias bêbadas e amores equivocados.

Com orgulho cego dessas tantas marcas, não interpretei bem aquelas rugas do espelho. Custei a entender que algumas meninices não devem se perpetuar e a perceber o quão ridículas são certas euforias fora de época. Mas basta dessa aposta, se não ganho me jogando é porque vale mais me recolher. Já passa da hora de esquecer de tudo aquilo que não vi, mas que soube muito bem sonhar. Bem-aventurados os covardes pois, por ignorarem o céu, jamais se fodem esborrachados.

Preciso inverter os papéis, agora deixo de tanto narrar para aprender a atuar e pouco importa o fato de que provavelmente nunca haja quem me conte minha história. Preciso voltar pro meu lugar (ainda que sofra de vertigem), parar de me exaurir nessa de forjar casualidades e de inventar heróis que me salvem de mim.

5 - junho - 2009 at 2:00 3 comentários

Um, dois, três… testando!

Gisele Maia
Momento metablogagem: acabo de testar o novo recurso do wordpress, a postagem por e-mail, ou celular. Basta ir no painel, clicar em “meus blogs”, ativar o “post by e-mail” e um código-endereço é gerado. Ótimo brinquedinho pra quem não pode acessar certas páginas do trabalho, dá pra mandar tudo pelo e-mail profissional e o chefe nem vai ver. Dá pra postar fotos também, elas são automaticamente transformadas em tumbnails. Se tiver mais de uma, o wordpress cria uma galeria. Não é sensacional?

Só não dá pra inserir tag ou selecionar categoria. Seria demais.

14 - maio - 2009 at 4:20 5 comentários

Japoneses realizam culto ao pênis

Gisele Maia
Cerca de 10 mil pessoas se reunem na cidade japonesa de Kawasaki para o Festival do Falo de Aço, onde, reza a lenda, casais são abençoados com fertilidade e harmonia.

O Festival acontece há 40 anos e se antes as prostitutas pediam ao deus do templo local proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, hoje o evento é também uma oportunidade para campanhas de prevenção: durante o “Falo de Aço” são distribuídos panfletos e preservativos. 

Para os que sustentam a teoria de que os japoneses estão mais para miudezas, só digo uma coisa: esses caras pensam e fazem grande!

japoneses

A origem do Falo de Aço? Segundo a lenda, ele foi construído por um ferreiro com o objetivo de quebrar os dentes afiados de um demônio que se escondeu na vagina de uma jovem.

7 - abril - 2009 at 10:12 6 comentários

Dá-lhe, Torben!

Gisele Maia
Acontece neste sábado, na Bahia de Guanabara, a regata in-port da  Volvo Ocean Race  – a volta ao mundo realizada em veleiros oceânicos de 70 pés (21 metros). A edição 2008/2009 da competição começou no dia 4 de outubro, em Alicante, na Espanha, e terminará em São Petersburgo, em junho deste ano.

O vencedor da quinta etapa foi o barco sueco Ericsson 3, que chegou ao Rio de Janeiro no dia 26 de março, depois de 41 dias no mar – não por acaso o slogan da VOR é “Life at the extreme” -, na perna mais longa da competição, da cidade chinesa de Qingdao às águas cariocas. O nosso Torben Grael, capitão de outra embarcação sueca, o Ericsson 4, completou na segunda posição, mas se mantém liderando o desafio, com 63,5 pontos – 10 a mais que a equipe americana da Puma, em segundo lugar. No próximo sábado, dia 11, os sete veleiros participantes desta edição partem rumo a Boston.

Na última terça-feira, no fim da tarde dei um pulo na Marina da Glória para ver de perto as embarcações. O barco da Puma é um show de design e se tornou o meu preferido nesse quesito. Na Marina, diversos standings, exibição dos vídeos da competição (impressionante a velocidade dos barcos), cabines com simuladores (muito bom!) e lindos veleirinhos de controle remoto fizeram valer a visita.

A galera que veleja sempre reclama que no Brasil quase ninguém dá importância a um evento como esse. Vendo algumas imagens no youtube, realmente não dá pra comparar a recepção do público em outros países. Mas isso é papo para um outro post.

3 - abril - 2009 at 21:50 6 comentários

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