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CAROÇO entrevista: Lynn Lund

Leo Cosendey

Semanas atrás, comentei aqui sobre o filme interativo online The Outbreak, meio que numa piada sobre ele ser um guia de sobrevivência visual no caso de um ataque de zumbis real. No entanto, achei a idéia muito interessante: agora que se discutem as possibilidades de interatividade pela TV digital e como a internet pode auxiliar na distribuição de produtos culturais, seria este um passo natural na evolução do entretenimento?

Fiz, por e-mail, uma entrevista com Lynn Lund, produtora do filme (na foto ao lado, com Chris Lund, diretor do filme e seu marido). Ambos trabalham na agência de publicidade Silk Tricky, em Portland, Oregon, EUA, especializada em comerciais online interativos. Segundo ela, o mercado para filmes interativos é bastante promissor.

Quando o filme foi feito?
Ele foi rodado em abril de 2008 e a versão final e o site lançados em 20 de setembro.

Quem participou da realização?
Contratamos equipe e elenco locais de Portland, Oregon. A lista completa de créditos pode ser acessada pelo link “credits” em www.survivetheoutbreak.com.

Existem outros projetos semelhantes em desenvolvimento?
Temos algumas idéias sobre como levar este conceito a um nível adiante de interatividade, mas nada está sendo desenvolvido no momento. Estamos de volta a nossos “trabalhos oficiais” como designers de web e interatividade até terminar de planejar o próximo filme. Tomara que desta vez consigamos alguma espécie de financiamento e não tenhamos que fazê-lo do nosso bolso.

Qual seria esse “outro nível de interatividade”?
É segredo! Não podemos deixar ninguém nos passar a perna. 🙂 Você vai ter que ficar de olho.

De onde vocês tiraram a idéia de fazer um filme interativo?
Já havíamos feito diversos projetos interativos para nossos clientes envolvendo vídeo e web mas nunca neste nível. Então pensamos, por que não fazer um projeto para nós mesmos que casasse nossas duas paixões, filme e web?

Por que um filme de zumbis?
Optamos pelo terror porque achamos que é um gênero que se presta perfeitamente para este tipo de filme interativo. Quando sua vida está em jogo, como num filme de terror, os riscos não poderiam ser mais altos. Queríamos que as pessoas realmente se sentissem imersas e “vivessem” um cenário com o qual nunca estiveram cara-a-cara.

Você acha que filmes assim podem ainda ser assustadores (como Renascer dos Mortos e A Noite dos Mortos-Vivos já foram) ou os espectadores de hoje os acham muito bobos?
Acho que filmes assim podem ainda ser assustadores, porque você não estaria apenas assistindo da segurança do seu sofá ou do cinema — suas ações afetam diretamente o que acontece com os personagens na tela, então você é responsável por suas ações.

Você acha que existe um mercado para este tipo de filme?
Sem dúvida. Recebemos muito retorno de espectadores que disseram esperar por filmes assim tem tempo, e que estão ansiosos por mais. Espero que consigamos dar conta disso.

Então esta idéia poderia ser usada pela indústria do entretenimento em sua guerra contra a pirataria?
Penso que se houvesse uma forma de ganhar dinheiro com esse tipo de filmes e todos ganhassem sua quantia justa, não haveria esse tipo de problema. É necessário se pensar num novo modelo, destinado à distribuição online, para que este tipo de filme seja acessível ao grande público e que seus desenvolvedores ainda consigam retorno com seu investimento.

Você tem idéia de como isso pode ser feito? Acha que espectadores pagariam para ver um filme interativo?
Eu gostaria de ter alguma idéia brilhante sobre como as pessoas podem ganhar dinheiro com filmes na internet, mas não tenho certeza. Existem meios óbvios, como anúncios online e inserção de produtos, mas não são muito lucrativos pelo que ouvi dizer… pelo menos, não o bastante para cobrir muito além dos seus gastos. Com relação a espectadores pagarem para assistir a um vídeo interativo, acho que, conforme os valores de produção aumentam e há mais conteúdo interessante sendo criado especificamente para a web, existe um potencial para que as pessoas estejam dispostas a pagar. No momento, há por aí muito conteúdo gerado por usuários, de orçamento muito baixo (apesar de às vezes isso não importar, se a história for interessante e bem realizada) e/ou não muito bom. Há algumas jóias no meio, mas é difícil saber pelo que vale a pena pagar, ou mesmo assistir, nesse mar de vídeos disponíveis na web.

É possível que a indústria cinematográfica comece a investir nesta área?
Acho que Hollywood percebeu o fato de que a internet não é uma moda. Existem conteúdos incríveis exclusivamente online, e eles sabem o tamanho do público online. Seria estúpido ignorar o potencial desta área.

Você acha que seria capaz de sobreviver se uma “revolta” (tradução aproximada de “Outbreak”) realmente acontecesse?
Não sei se conseguiria. Até certo ponto, pode-se tomar decisões racionais e seguir linhas gerais de sobrevivência. Mas penso que muito da sobrevivência em um evento apocalíptico está fora do seu controle. Situações surgem mesmo se você não estiver preparado para elas e as conseqüências são imprevisíveis.

Você acha que o filme pode ser visto como um guia de sobrevivência no caso de um ataque real de zumbis?
Nossa teoria é a de que não existe uma maneira clara e certa de sobreviver a um ataque de zumbis. Como a vida, às vezes as decisões mais racionais podem ter os resultados mais inesperados. Assim, se houvesse uma revolta, eu definitivamente começaria atirando no cérebro deles. Se não funcionasse, aí estaríamos num grande problema…

20 - outubro - 2008 at 13:18 3 comentários

Utilidade pública

Leo Cosendey


A invasão de zumbis deve ser uma das principais preocupações das grandes metrópoles atualmente. Não se pode dizer que estamos preparados para um acontecimento desses; a morte (e conseqüente zumbificação) de grande parte da população pode ser dada como certa. Felizmente, um pessoal aí (com quem estou fazendo uma entrevista, aguardem informações posteriores) já divulgou na internet um vídeo (em ingreis) do que fazer. Pra estimular o aprendizado, o vídeo é interativo: assim você já sabe que, se tomar a decisão errada, pode morrer — ou ter seu célebro devorado.

9 - outubro - 2008 at 10:23 3 comentários


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