Posts tagged ‘gastronomia’

Colômbia – Aventuras gastronômicas na terra de Botero

Luciana Gondim

*enviada especial

arepa

Na terra de Botero, gula não é pecado. Pouco conhecida dos brasileiros, que já estão familiarizados com a palavra “sushi” mas em sua grande maioria nunca ouviu a palavra “arepa”, a culinária colombiana é capaz de curvar os estômagos mais exigentes. Comecemos pelo básico: elaboradas a partir da farinha de milho, as arepas são uma espécie de panquecas que acompanham os colombianos do café da manhã ao jantar. Levinhas e nutritivas, elas são boa companhia tanto para uma simples xícara de café-com-leite até para as trutas assadas com salada de abacate e mandioca, um dos pratos locais imperdíveis. Dizem que o nome da iguaria deriva da palavra “erepa”, utilizada pelos índios Cumanagotos para se referir ao milho.

O milho também inspira os caldos de frango e as pamonhas com recheio de chouriço, que casam perfeitamente com a banana assada – presença marcante na mesa colombiana. Mas essas são apenas entradinhas. Após duas semanas de estrada e uma média de visita de dois restaurantes por dia, não é difícil constatar que os colombianos competem de igual para igual com gaúchos e argentinos quando o assunto é churrasco.

Suaves, bem temperadas e macias, a carne de boi, de porco, de veado e de frango chegam à mesa suculentas e acompanhadas de legumes e saladas diversas, mesmo nos restaurantes mais econômicos. Os pratos são fartos e por menos de R$ 30 duas pessoas gulosas ficam satisfeitas. Para acompanhar, não dispense o suco de tangerina, nem o de graviola. Vale à pena experimentar também a “Colombiana”, um “refrigereco” com gosto de groselha. As cervejas, contudo, são negligenciadas: Club Colômbia e Águila são as mais populares, e muito semelhantes às brasileiras mais baratas. Colombiano gosta mesmo é de aguardente, especialmente ao Norte, onde o Sol do Equador é um convite às experiências sensoriais mais ardentes.

Decepção mesmo só com o café, que apesar de ser de altíssima qualidade é preparado de forma relapsa, com água demais, a exemplo do estadunidense. Os expressos, no entanto, são elaboradíssimos e, nas cafeterias mais requintadas, chegam com casquinhas de laranja açucaradas que são quase tão saborosas quanto as sobremesas feitas com arequipe, o doce de leite local.

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4 - junho - 2009 at 20:51 2 comentários

3 minutos de Internet – Spam! Spam! Spam!

Luciana Gondim

Algumas palavras chegam sem que a gente perceba, se apoderam de nossa língua e brotam em infinitas ondas preguiçosas, antes que o cérebro as alcance. Logo nos acostumamos a elas e as repercutimos em rotineiro cacoete, criando um rastro de não entendimento.

A palavra “Spam”, usada como referência ao lixo eletrônico não solicitado enviado em massa, é uma delas. Tive a grata recente surpresa de descobrir, em ocioso exercício semântico da web, que esse termo – que ouvimos, escrevemos e falamos pelo menos dez vezes ao dia – teve origem em uma cozinha!

Spam é, na verdade, a marca de uma carne prensada “com tudo dentro”, no estilo Mc Donalds, vendida originariamente nos Estados Unidos e logo depois na Europa. A sigla quer dizer “Standard Processed American Meat”, e a marca ficou conhecida pelo péssimo sabor do enlatado e pela catastrófica propaganda. Nos comerciais criados para o lançamento, a palavra “Spam” era repetida cinco vezes por segundo, o que causou enjôo geral e transformou a carne prensada em uma das expressões de Internet mais utilizadas em todo o mundo.

7 - abril - 2009 at 13:54 8 comentários


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