Posts tagged ‘punk’

Michael Jackson é o cacete!

Marcelo Valle

Um dos melhores clips de todos os tempos, AMIGO PUNK desbancando Michael Jackson ! Música da Graforréia Xilarmônica cantada por Wander Wildner. Confira!

Amigo punk escuta este meu desabafo
Que a essa altura da manhã
Já não importa o nosso bafo

Pega a chinoca, monta no cavalo e
desbrava esta coxilha
atravessa a Osvaldo Aranha
e entra no parque Farroupilha

Amanhecia e tu chegavas em casa (com asa)
a tua mãe dá bom dia
e se prepara prá marcar o gado
com ferro em brasa

E não importa se não tem lata de cola
eu quero agora é cestear
nos meus pelegos
com meu cavalo galopando campo a fora
o meu destino é Woodstock
mas eu chego

Aonde eu ouço a voz da cordeona
já escuto o gaiteiro tocando o fole
Vai animando a gauderiada no bolicho
enquanto eu sigo
detonando Hard-core

13 - julho - 2009 at 23:49 3 comentários

We’re a Happy Family

Leo Cosendey


Semana passada, de forma completamente inesperada, trombei com um novo lançamento póstumo de uma de minhas bandas favoritas, os Ramones, que participaram do surgimento do punk e o mantiveram por 22 anos, até o fim da banda em 1996. Desde essa debandada, diversos tributos e bootlegs oportunistas foram lançados, todos (ao menos os que tive chance de ouvir) com baixa qualidade técnica e/ou artística. A maioria, portanto, um caça-níqueis justificado pela fama da banda.

Não é o caso deste lançamento. The Family Tree é um lançamento da gravadora argentina independente Music Brokers, especializada na distribuição de músicas obscuras ou não lançadas por preços populares. Com isso concordo: trata-se de um CD duplo, com estojo de papel e encarte com informações sobre datas, locais e músicos participantes das gravações — coisa fina, portanto — que me custou R$ 47,90, o que se torna ainda mais notável em tempos de crise mundial.

O cuidado com a embalagem, no entanto, não se repete na qualidade do som; muitas faixas não foram remasterizadas (não sei se por desinteresse ou impossibilidade técnica), tornando às vezes difícil diferenciar instrumentos ou mesmo entender o que está sendo cantado. Mesmo assim, o álbum vale pela proposta de criar uma “árvore genealógica” para a banda, reunindo trabalhos dos integrantes contemporâneos ou posteriores à carreira nos Ramones.

Assim, há gravações históricas (como a participação do recém-falecido Lux Interior, líder do The Cramps, no álbum solo do baixista Dee Dee Ramone, ou a participação do vocalista Joey Ramone num show do Die Toten Hosen, a mais importante banda punk alemã da história) e outras que valem pelo inusitado, como a música de inspiração tibetana cantada pelo mesmo Joey, já depois do fim dos Ramones, ou uma versão punk para “Nowhere Man”, dos Beatles.

É impossível encaixar o álbum num subgênero do rock; apesar de a maioria da músicas ter o estilo rápido e simples que caracterizou a banda, várias outras demonstram a diversidade musical de que seus integrantes eram capazes. Recomendado, portanto, não só para quem curte o que se convencionou chamar de punk, como também para ouvintes de um rock clássico num lançamento honesto — coisa rara hoje em dia.

22 - abril - 2009 at 14:52 Deixe um comentário

Erick Lee Purkisher, 1946-2009

Leo Cosendey


Algum tempo atrás, havia falado neste mesmo blogue sobre a figura de Iggy Pop, um cara que ajudou a imagem do roque a ser o que é (na verdade, nestes tempos mercantis, o que foi). Tão louco e selvagem quanto Iggy (e com uma estética de filme de terror trash que muito me agrada, como todos sabem) era Erick Purkisher, mais conhecido como Lux Interior, líder da banda psychobilly (que aliás, deu origem a essa divisão do rock) The Cramps. Interior, que tirou seu pseudônimo, diz a lenda, de um anúncio de carro, foi se encontrar com seu grande inspirador Elvis Presley ontem, aos 62 anos, devido a uma insuficiência cardíaca. Lá se vai mais um grande performer.

Um vídeo de Lux Interior & sua gangue em ação:

6 - fevereiro - 2009 at 10:04 3 comentários

Iggy Baggins

Leo Cosendey

Depois de ler o (muito bom) texto do JH logo abaixo, fui procurar na uiquipédia o nome de um álbum lançado pelo Iggy Pop. Lá, esbarrei na notícia de que deverá ser lançado no fim deste ano um filme-biografia sobre ele e que Elijah Wood (ele mesmo, o Frodo) faria o papel principal.

Calmaí.

Iggy Pop é um louco perigoso. Nos primeiros shows, ele rolava sobre cacos de vidro, vomitava no palco e entrava na porrada com os outros músicos ou com a platéia. Ainda hoje, mesmo sendo uma caricatura de si mesmo, ele incendeia (não literalmente) a multidão.

Pra terem uma idéia do que estou falando, eis um vídeo — não sei exatamente de quando, mas com o Iggy já meio coroa:

Não consigo imaginar de jeito nenhum o cara que fez o Frodo Bolseiro e o moleque otário que o Macaulay Culkin (antes mesmo de ser um junkie barra pesada) sacaneava em O Anjo Malvado sendo o Iggy Pop. O Ewan McGregor, na época em que fazia filmes bons, interpretou um personagem baseado em Iggy Pop, com bastante fidelidade, em Velvet Goldmine:

Mas, pensando bem, até que uma música do Iggy se encaixa com a história do Senhor dos Anéis, pelo menos no título: Search & Destroy.

16 - setembro - 2008 at 13:31 6 comentários


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