Em tempos de Lei Seca
Gisele Maia
Para alegrar o feriado, segue um vídeo alemão bem educativo, que demonstra como os motoristas podem ser afetados, de maneira específica, por 9 tipos de droga: heroína, maconha, LSD, cocaína, álcool, válium, ecstasy, cola e absinto.
Add comment 12 - Outubro - 2009
Conferência Livre de Comunicação para a Cultura
Olívia Bandeira de Melo
As etapas preparatórias da I Conferência Nacional de Comunicação seguem acontecendo em todo o país, como podemos conferir no site da Comissão Pró-conferência. No Rio de Janeiro, a próxima atividade agendada é a Conferência Livre de Comunicação para a Cultura, que acontecerá no próximo sábado, dia 10 de outubro, das 12h às 18h, no Campus da Praia Vermelha da UFRJ.
A conferência livre soma-se às conferências municipais e regionais que aconteceram no estado, com o objetivo de mobilizar, debater e encaminhar propostas para a I Conferência de Comunicação (CONFECOM), que acontecerá em dezembro de 2009, em Brasília. Além disso, debaterá propostas que serão encaminhadas para a II Conferência Nacional de Cultura, que acontecerá em 2010.
Eixos das propostas para a Confecom
Eixo 1: Produção de Conteúdo
Eixo 2: Meios de Distribuição
Eixo3: Cidadania, Direitos e Deveres
Metodologia
A conferência será organizada em 3 Grupos de Trabalho (GTs) em torno dos 3 eixos da Confecom e, ao final, as propostas de cada GT serão sistematizadas e aprovadas em plenária.
Documentos de base para o Debate: http://www.trezentos.blog.br/?p=3151 e http://www.rioproconferencia.com.br/
Antes da plenária, às 12h, haverá a exibição do filme Rip: um manifesto remixado, que discute a indústria da cultura e o direito autoral em época de reconfiguração da produção, circulação e consumo cultural propiciada pelas novas tecnologias de produção musical e audiovisual. Uma pauta da comunicação e da cultura. Publico o trailer abaixo e o filme completo pode ser baixado no site.
Conferência Livre de Comunicação para a Cultura
Dia 10 de outubro, sábado, das 12h às 18h
Local: Auditório da CPM da ECO-UFRJ (Campus da Praia Vermelha)
Av. Pasteur, 250 fundos (entrada ao lado do Hospital Philippe Pinel)
Realização: Fórum de Mídia Livre e Fórum dos Pontos de Cultura do Rio de Janeiro
Apoio: Pontão da Eco
Como chegar: http://www.pontaodaeco.org/node/88
Mais informações: pontao.eco@gmail.com, telefones (21) 3873-5076 e (21) 39735067
Add comment 7 - Outubro - 2009
Museu, espaço de memória
Monique Cardoso
Lembra do escândalo da LBA? Quem é Edemar Cid Ferreira? Quem desviava $ das iobras do Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo? Em que peça do vestuário um certo deputado escondia dólares?
O Museu da Corrupção, espaço virtual criado pelo jornal paulista Diário do Comércio criou, serve para nos lembrar das safadezas que não podemos jamais esquecer. Ano que vem tem eleição.
http://www.dcomercio.com.br/muco/home.htm
Add comment 29 - Setembro - 2009
O que pretende Manoel Carlos?
Leo Cosendey
Semana passada, assisti a três capítulos da nova novela das oito nove, a tal de Viver a Vida. A impressão que tive é que os diretores do folhetim querem transformá-lo na primeira novela em tempo real da história, algo no estilo de 24 Horas, já que, ao longo desses três capítulos, apenas uma cena se desenrolou: o casamento da Taís Araújo com o José Mayer, coitada dela. Ou talvez seja questão de estilo: assim como a anterior tinha influência hindu, esta tem influência iraniana, pelo menos no andar (ou melhor, rastejar) da história.
Ao longo daqueles três sofridos capítulos, fiquei pensando em que mundo vivem os personagens da novela. Uma top model internacional, cuja mãe é dona de uma pousada em Búzios, arranja um coroa que aluga um iate com tripulação completa apenas pra dar uma cavucada, como diria o Mussum. A filha deste coroa é outra top model internacional, que mora com a mãe num apartamento de cinco quartos no Leblon e tem umas três empregadas, todas uniformizadas. O coroa e a gatinha vão passar uma lua de mel de uns quatro meses de duração em Paris. Algum personagem, agora não me lembro quem, cansado dos enooooormes engarrafamentos até Búzios, resolve passar a ir pra lá de helicóptero.
Certo, certo. Não é de hoje que as novelas globais têm pobres limpos, cheirosos, que fazem três refeições por dia e moram numa casa de quatro cômodos sem goteiras e com todas as paredes pintadas. No entanto, um detalhe ao fim de todos os capítulos me chamou a atenção: o momento mundo-cão.
Ao final de cada capítulo, um desgraçado qualquer aparece para contar suas misérias: num dia, foi uma mulher que contraiu Aids em sua primeira transa; em outro, um rapaz que não tinha braços nem pernas; no terceiro, outra mulher que apanhava desde criança, primeiro do pai, depois do marido.
Enfim, o que pretende Manoel Carlos? Mostrar aos pobres mortais que o mundo de verdade é bem diferente do conto de fadas em que vivem seus personagens? Qual é o sentido, afinal, de mostrar histórias de pessoas que, pra não desperdiçar o clichê, “venceram na vida”, se na meia hora anterior o que se vê é só luxo e luxúria?
Juntas, a ficção e a realidade parecem dizer apenas: “este mundo não é seu, campeão. Mas não fique triste. Tem gente que está pior do que você.” Fala sério.
3 comments 28 - Setembro - 2009
Contos para o twitter – Experiência literária em até 140 caracteres
Ele era músico. Ela, revolucionária. “Esqueça, amor, são todos violinistas neste governo. Pegaram com a esquerda, dedilham com a direita”.
Tira-teima: http://twitter.com/lucianagondim
1 comment 15 - Setembro - 2009
VOZES E VISÕES DO CAMPO
Marcelo Valle
*
Dando continuidade a um dos seus objetivos estratégicos – de produzir, sistematizar e disseminar conhecimentos sobre projetos de educação dos jovens que visam contribuir para o desenvolvimento sustentável dos territórios rurais – o Instituto Souza Cruz lança, no dia 23 de setembro de 2009, o livro “Vozes e visões do campo”, um registro em imagens e textos do II Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira, realizado no ano passado pela Rede de Fortalecimento Institucional do Jovem Rural.
“Cento e quinze jovens e educadores de todas as regiões do país percorreram milhares de quilômetros para conhecer a dinâmica social, cultural, ambiental e econômica de outras realidades rurais. Foi uma experiência intensa e rica, que promete gerar muitos frutos advindos com a troca de experiências possibilitada pelo intercâmbio. E o livro, com textos e imagens dos jovens, foi a forma que encontramos para eternizar essa iniciativa”, afirma o jornalista e cientista social Marcos Marques de Oliveira, um dos organizadores da publicação.
“No inicio de cada uma das dez etapas, eu e dois fotógrafos – Gustavo Stephan, do jornal O Globo, e Marcelo Valle, da Rede Nacional de Mobilização Social – capacitamos os jovens para o registro das vivências. Reunimos todo o material e fizemos uma seleção que reflete bem o que pensa, deseja e faz a nossa juventude rural para ficar no campo com qualidade de vida, gerando renda e alimentos para a sociedade brasileira”, completa o jornalista.
Jornada Nacional do Jovem Rural
O livro, editado pela Peirópolis com apoio do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, será lançado durante a III Jornada Nacional do Jovem Rural, que este ano vai debater o tema “Trabalho e sustentabilidade do campo”. Acontecendo de 22 a 25 de setembro, no Campo da Sementeira (Km 14, PE 50-), em Glória do Goitá, na Zona da Mata de Pernambuco, o evento vai reunir 800 jovens e educadores dos vinte e sete estados brasileiros, além de pesquisadores, representantes do poder público e integrantes de organizações não-governamentais.
*fonte:Instituto Souza Cruz
Serviço:
Lançamento: “Vozes e visões do campo: II Intercâmbio da Juventude Rural Brasileira”
Editora Peirópolis / Apoio: Ministério da Cultura / Realização: Instituto Souza Cruz
Data: 23 de setembro de 2009, às 20h30min, na Praça Municipal de Glória do Goitá (PE)
Informações: www.jovemrural.com.br / www.institutosouzacruz.org.br

1 comment 9 - Setembro - 2009
O banco de areia
Luciana Gondim
Perdera o emprego, não tinha namorado, as amigas estavam todas ocupadas com suas crianças. Mãe e pai estavam mortos, sem dívidas acumuladas, a casa recém-decorada. Estava perto dos 40, metade da vida ainda por gastar. Deu duas voltas na Avenida Rio Branco, desviando-se dos pedestres e das buzinas. Fincou o banquinho na altura da estação da Carioca. Vendeu os primeiros dez minutos para um operário do metrô que precisava cochilar. Em seguida ofertou meia hora para uma secretária que perdera a hora do almoço discutindo com a operadora de celular. Cinco minutos mais tarde havia uma fila de centenas de trabalhadores: uma hora para ir ao banco, por favor, duas para o dentista, três para ver a liquidação, quatro para o amor clandestino com a colega de trabalho. Alguns barganharam seis horas para ir à praia, outros preferiam adquirir dez dias para brincar com seus filhos ou um mês para dormir sem hora para acordar. Um casal comprou um ano inteirinho para dar a volta ao mundo. Ao final de dois dias, o banquinho amanheceu vazio e em paz.
6 comments 4 - Setembro - 2009
Peixes na janela
Luciana Gondim
Não sei como explicar, muito menos sei como tal coisa pode suceder. Na falta de alguém para me ouvir, na falta de uma idéia melhor, corri para cá para me desafogar do inimaginável. Acontece, meus caros, que agora, agorinha mesmo, exatamente 1h32m da madrugada desta quarta-feira, 2 de setembro de 2009, começou a chover mar aqui na Tijuca, na zona Norte do Rio de Janeiro. É água salgada, tenho como comprovar. Já enchi um balde inteirinho e até bebi um copo para ter certeza. À princípio pensei que pudesse ser chuva ácida, resultado de tanta poluição, mas logo um peixe imenso se chocou contra a janela do quarto e quebrou o vidro. Em seguida vieram as conchas, as estrelas do mar e uma avalanche de areia que cobriu o prédio até o terceiro andar, e parou exatamente no parapeito da minha janela. A essa altura, imagino, o litoral da cidade deve estar coberto de peixes, ostras, caracóis e ouriços do mar. Talvez estejam todos afogados. Talvez haja vida ainda no topo das favelas. Quem sabe os moradores de bairros nobres da zona Sul conseguiram abrigo nos barracos do alto da Rocinha e Vidigal. A essa altura, aqui do terceiro andar do meu prédio na Tijuca, vejo cardumes inteiros flutuando diante dos meus olhos. Há algas enroladas nos sinais de trânsito e dezenas de garças vigilantes sobre os postes. O ar está pesado de areia, salgado. O mundo deve ter virado do avesso e o mar caiu. E lá embaixo agora é o infinito.
3 comments 2 - Setembro - 2009
Onde estão?
Monique Cardoso
Está no ar há pouco tempo o blog Fotos e Reencontros, com material produzido pelos fotógrafos Wilton Jr., da Agência estado, e do bamba Severino Silva, que tem feito silencioso mas importante trabalho com moradores de rua no Rio. Como me conta o também fotógrafo e documentarista Guillermo Planel, poucos conheciam até o momento o quanto importante é isso para Severino. Inúmeras vezes ele já levou remédios, alimentos e colheu valiosas fotografias que ele retrata dessa população nômade de nossa cidade, com o objetivo primeiro de levar algum alento, de ouvir, de se aproximar dessa gente sofrida.
A função deste blog é colocar as fotos que Severino Silva realiza nas ruas para que, de alguma forma, algum parente ou conhecido localize as pessoas retratadas .Com um pouco de sorte e bastante divulgação, talvez possa acontecer algum reconhecimento positivo. São os mais variados os motivos que levam uma pessoa a viver nas ruas. Há tempos atrás, ainda estudante de jornalismo, fiz, com Andressa Camargo, uma matéria com pessoas que viviam nos abrigos municipais para homens. Muitos haviam se afastado da família por brigas, ou foram abandonados por ela, alguns sofriam de doenças mentais, outros perderam tudo o que tinham, outros se sentiam mais livres assim. O fato é que a maioria está abandonada à própria sorte.
O blog integra ainda o Projeto Imagens Urbanas, que é um projeto de participação social através do fotojornalismo, realizado a principio por Severino Silva, Wania Corredo, Domingos Peixoto, Wilton Junior e Guillermo Planel.
Entrem lá, e divulguem: www.fotosereencontros.blogspot.com
Add comment 29 - Agosto - 2009