MJ no Sabão!
Marcelo Valle
Jackson ainda tá por aí, andou escorregando no Sabão.
O “Sabão” é uma comunidade que fica logo ali na entrada da ponte Rio-Niterói! O grafite é do Davi, máfia 44.
Add comment 9 - Julho - 2009
Caroço Vídeo!
Marcelo Valle
Este ano o Festival audiovisual “Visões Periféricas” criou a mostra Tamojuntoemisturado com a proposta de exibir vídeos produzidos com webcams, máquinas fotográficas que filmam, telefones celulares e tudo o mais que for possível e imaginável e caiba dentro do conceito de audiovisual (uffa!). Os vídeos estão disponíveis para visualização no site do festival e existe um espaço para votação on-line, onde o público escolhe as melhores produções. A mostra se propõe apresentar o que essas “maquininhas” são capazes de fazer, tanto para democratizar a produção quanto para renovar a linguagem. Um representante desse digníssimo Caroço está concorrendo, vale conferir e votar!
http://www.visoesperifericas.org.br/filme/de_volta_pra_casa-6.html
Add comment 9 - Julho - 2009
Letramento
Olívia Bandeira de Melo
Ganhou um presente dos tios, embrulhado em um papel brilhante.
Apertou para tentar adivinhar.
- É um chocolate? Um livro?
Quando abriu, descobriu um diário e ficou fascinado.
Escreveu, alternando letras cursivas e de forma, como se subisse uma montanha:
05/07/2009
Hoje eu ganhei um diário.
______________________
Hoje eu fiz pitisa.
Era aniversário do Gabriel.
Antes de registrar os feitos do dia falou com a mãe:
- Pizza é italiano, eu não sei escrever, você vai ter que me ajudar.
- P-I-Z-Z-A – soletrou a mãe.
- … Não, assim ninguém vai entender, vou escrever em português mesmo.
A pitisa era de mussarela.
2 comments 8 - Julho - 2009
Quem tem medo de Aranha?
Por Marcelo Valle
Tecnologia social ou “tecnologia do improviso”?
Moro em Niterói e trabalho no Rio de Janeiro, o engarrafamento é certo para ir e para voltar. O fluxo é lento e contínuo, centenas de carros atravessam a ponte. Já chegando ao Rio, uma imagem sempre me impressiona, o pátio do porto lotado de carros novos, milimetricamente organizados! Carros, carros e mais carros…
Inevitavelmente uma pergunta sempre me vem à cabeça, com tantos carros novos o que é feito dos velhos? Imagino milhares de concessionárias fazendo promoções de “usados”, imagino periferias abarrotadas de ferros velhos e desmanches. Imagino mais engarrafamentos! No entanto, em pequenas cidades do interior do Brasil, de norte a sul, oficinas caseiras dão outro destino aos veículos usados. Ali, eles são transformados em pequenos utilitários. Veículos de carga utilizados nas propriedades rurais para o transporte e escoamento da produção. Em Alfredo Chavez, município montanhoso localizado no sul do Espírito Santo, produtor de bananas e leite, circulam centenas carrinhos batizados “Aranhas”. Somente as “Aranhas” conseguem subir as encostas íngremes e passar por terrenos acidentados onde são plantadas as bananas. O espaço do carro é otimizado para o transporte da carga e para o combustível. Geralmente, do lado do motorista vai o bujão de gás, atrás, numa carroceria improvisada, vão os produtos. Nem sempre é assim, existem muitos modelos personalizados ou “customizados” ao gosto do freguês. Do carro usado aproveita-se o chassi, motor e parte da lataria. No Oeste de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul veículos parecidos são utilizados no transporte de fumo, frutas e hortaliças. Em grande parte do nordeste milhares de veículos são adaptados para fazerem o transporte público, transporte escolar, mas isso é outra história….aguardem!
1 comment 7 - Julho - 2009
Mais polêmica sobre jornalismo
Monique Cardoso
Acabo de receber este release de imprensa no meu e-mail de trabalho. Abro para debate. O programa já foi gravado e, de seu conteúdo, a assessoria de imprensa nos antecipa o que vem. A ver.
“O jornalismo é uma forma de vulgarização e a literatura está totalmente contaminada por ele, diz Manuel da Costa Pinto”
O escritor e crítico literário participa do programa “Provocações” desta sexta-feira, 10, às 22h10, na TV Cultura
A opinião pública é um incômodo para os escritores. A frase, dita pelo ensaísta e crítico literário Manuel da Costa Pinto ao apresentador Antonio Abujamra, dá o tom do Provocações desta sexta-feira (10/7), às 22h10, na TV Cultura.
Embora acredite que o jornalista seja um profissional ético, Manuel da Costa Pinto – que também é colunista da Folha de S. Paulo e diretor dos programas Entrelinhas e Letra Livre, do qual ainda é apresentador – afirma que o jornalismo é uma forma de vulgarização e a literatura está totalmente contaminada por ele.
Durante o programa, Manoel e Abujamra conversam sobre importantes autores da literatura mundial, como Balzac, Sthendal, Dostoievski, Shakespeare, Blasie Pascal e Camus. O convidado ainda afirma que entre a poesia e a ficção, prefere o ensaio; e que a literatura é, sem dúvida, uma atividade solitária.
Classificação indicativa: 16 anos.
1 comment 7 - Julho - 2009
Game da reforma ortográfica
Olívia Bandeira de Melo
Já publicamos aqui o McDonald´s Videogame, incluído na categoria dos chamados “serious games”. Segue mais um “jogo sério”, dessa vez sobre a reforma ortográfica. A dica é da amiga Daniela Araújo, publicada no Combo Blogs – Crônicas
1 comment 1 - Julho - 2009
Ato público contra o projeto de lei que compromete o uso livre da Internet
Olívia Bandeira de Melo
Reforçando o convite feito por Oona Castro em um comentário do blog:

Para mais informações sobre o PL Azeredo, clique aqui.
Para informações sobre outro projeto com teor semelhante, de autoria do deputado Bispo Gê, clique aqui.
Add comment 27 - Junho - 2009
Como nascem as lendas do pop
Contribuição de Bianca Tinoco

Hey, Ho! Let me go!
Então tá, morreu Michael Jackson. Chora Caetano, chora Madonna, daqui a pouco até Lula vai lançar nota oficial dizendo que está se debulhando. Com todo respeito aos fãs fiéis de carteirinha e pôster na parede (talvez os únicos a quem este texto não se dirige), ora tenham santa paciência. Não cola, viu? Não cola um Bom dia, Brasil dedicado praticamente todo à morte de uma única pessoa, com direito a clipe de imagens ao som da lamentosa e linda Ben (quando foi a última vez que vocês viram isso? Tentei puxar pela memória, e o que veio de mais recente foi o 11 de setembro, mas aí não foi uma morte só). Não cola todo mundo agora dizendo que era fã e que não esperava pelo fim repentino do cantor. E sabem por quê? Porque Michael Jackson já tinha morrido artisticamente há uns 10 anos pelo menos.
Lágrimas de crocodilo para vender jornais, anúncios de TV ou uma imagem pop não me convencem, sorry. Até semana passada, pelo que eu via na MTV, o atual rei do pop era o Justin Timberlake, não? E Jackson era o suspeito de pedofilia que estava tentando voltar à ativa, de forma um tanto deprimente e, para pagar as dívidas astronômicas geradas por seus caprichos, cirurgias e tratamentos de saúde. Era o excêntrico que usava máscara cirúrgica muito antes da gripe suína e aparecia na imprensa simulando jogar da janela do hotel seus bebês de barriga de aluguel . Era uma figura, reconheçamos, ridícula. Daquela que gerava risinhos entre constrangidos e sádicos quando se perguntava no trabalho ou no bar “E o Michael Jackson, hein…” Nas últimas fotos que vi de relance, eu sempre achava que era um dos Ramones, com aquele rosto branco, óculos escuros, o cabelo preto e liso despenteado.
Daí agora ficam milhões se lamentando, americanos que vão sempre se lembrar de onde estavam quando Jackson morreu, “the day the music died”. Onde estavam todas essas pessoas quando o cara precisou? Fora a venda recorde de ingressos para a série de shows em Londres, não vi nenhuma grande manifestação mundial pró-Jackson, especialmente quando ele foi acusado de molestar meninos na mansão Neverland (novamente, exceção feita aos fãs de carteirinha, que adoram o astro de modo messiânico e interpretam as canções dele como mensagens para o amor, um mundo melhor etc etc). Parafraseando o Lúcio, que sempre puxa um sambinha para suas argumentações, “se alguém quiser fazer por mim / que faça agora”, devia pensar o Sr. Jackson em seu isolamento no Bahrein, para onde se mudou em 2005 para fugir dos escândalos em seu país – atualmente, o príncipe do Bahrein o estava processando por quebra contratual.
Mas o astro pop morreu, e tanto faz as dívidas que deixou para os filhos ou quantos garotinhos molestou (o que será que os meninos e as famílias deles pensam desse enfoque da imprensa mundial?). Saiu da vida para entrar no olimpo, de mãos dadas com Andy Warhol – pobre Farrah Fawcett, ficou em segundo plano. Tudo bem, Off the wall é fenomenal, Thriller também, e nunca alguém venderá álbuns musicais como Jackson – até porque, álbuns musicais também não existem mais. Graças à morte repentina, a onda de revival dos anos 80, que já estava esfriando, vai durar mais um ano, regada a Billy Jean e passos de moonwalker. Ai…
Por falar na série de shows em Londres, que supostamente salvariam as contas de Jackson e cujos ensaios acabaram por levá-lo a dores musculares mortais, sinceramente, Deus foi o melhor empresário que ele poderia ter. Impediu-o de pagar o mico que Elvis cometeu em sua fase jotalhão vestido de macacão dourado, ou que mais recentemente Axl Rose cometeu (tudo bem, não se compara a Jackson e Elvis). Ou alguém pensou que ele recuperaria em três meses o vigor que Madonna conservou em 30 anos de dura malhação? Nessa historinha, Madonna escolheu ser a formiga, e Jackson, a cigarra travestida de Peter Pan. Havia 99% de chances de que a turnê dele fosse uma decepção desconcertante, com escala para Las Vegas garantida. A morte dele nos poupou de cenas deprimentes, ainda que o gosto nostálgico de alguns insistisse nessa visão.
Fique entendido aqui que admiro as canções de Michael Jackson, o talento que ele apresentou até meados dos anos 1980, e acho estrondosa a influência que esta fase exerce sobre toda a produção de R&B até hoje. Mas, comparado a esses momentos em que realmente brilhou, o Jackson de hoje era apenas uma múmia – andava, falava, mas artisticamente só faltava ser sepultado. Agora terá essa honra, com muito choro e vela.
Mas, múmia ou não, eu quero ver o caixão aberto durante o funeral, por mais que a imagem não seja agradável. Nada de, daqui a três meses, algum sacana aparecer com a lenda “Michael está vivo!” Ah não, de novo não. Que ele descanse em paz, com os louros de uma bela carreira, dos quais há tanto tempo já vivia.
Perguntinha final: se os gays viram purpurina, os astros pop, o que viram?
<div class='snap_preview'><h4><span style="color:#008080;">Cláudia Lamego</span></h4>
1 comment 26 - Junho - 2009
Direitos iguais
Cláudia Lamego
Outro dia, eu liguei para a empresa em que trabalho para tirar a dúvida: meu cônjuge teria direito ao meu plano de saúde, assim como meu filho, que acabara de nascer? A resposta, seca e simples: não! Se eu fosse homem, a situação seria diferente, num reflexo da sociedade machista em que ainda vivemos (ainda? ou as empresas é que não se modernizaram?)
Felizmente, iniciativas vanguardistas na área de benefícios empregatícios no Brasil vêm sendo dadas por órgãos e empresas públicas. Uma delas é a licença-maternidade estendida a 6 meses, período em que a Organização Mundial de Saúde recomenda que a mãe alimente seu bebê exclusivamente com o leite materno. Uma lei que dá incentivos fiscais a empresas que aderirem à licença já passou no Congresso, mas só vai valer para a iniciativa privada em 2010.
A propósito, voltei a trabalhar e deixei meu filho em casa com cinco meses. Para manter a amamentação exclusiva, estou tirando leite com bomba, no trabalho, em dois intervalos de 30 minutos que a lei me permite. Quer dizer, voltei, mas não voltei inteira, porque preciso doar boa parte de minha energia ainda ao bebê. Quer dizer, estou exausta e um tanto desconcentrada, o que acaba não sendo bom para o empregador. Fecha parênteses.
A extensão de benefícios a funcionários com relações homossexuais também, aos poucos, vem se tornando a regra no funcionalismo público – como deve ser, num tempo em que a sociedade muda, para melhor. Não tenho notícias de empresas privadas que façam isso, mas devem haver. As públicas, quando fazem, viram notícia.
Na sexta-feira passada, a Caixa Econômica Federal deu bom exemplo, como segue texto divulgado por sua assessoria de imprensa abaixo. Elogio a iniciativa porque sou a favor da participação dos pais, homossexuais ou não, nos cuidados com o bebê. Quando eles, de fato, ficarem sem dormir de madrugada (e não precisarem trabalhar no dia seguinte, ninguém é de ferro), trocarem fraldas, derem banho e se verem sem saber o que fazer diante de um choro sem fim, a sociedade há de deixar de ser tão machista.
Clique para ler o texto da assessoria da Caixa Econômica Federal: (mais…)
1 comment 21 - Junho - 2009


